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Microlearning: começando do começo

 

Você pode ter visto esse termo em vários artigos por aí, sendo citado como tendência e tal… mas isso não quer dizer que o microlearning surgiu agora. O que acontece é que o marketing educacional curte uma gourmetização de termos, sabe? #TrabalhandoComVerdades

E eles sabem das coisas: você prefere comprar uma solução de pílula de conhecimento ou uma solução de microlearning? Pílula parece meio pobrinho, né… então vamos de microlearning.

 

Porque usar o microlearning?

 

É fato que a nossa atenção é disputada o tempo todo por vários assuntos (talvez você tenha outras tantas abas abertas aí na sua tela) e, assim, não temos permanecido atentos por muito tempo; segundo uma pesquisa da Microsoft, realizada em 2015, um peixe dourado é mais atenta do que a gente 🤔

Mas isso não é privilégio dos nossos tempos, não, meus caros… lá em 1885, um psicólogo alemão, Herman Ebbinghaus, já estava estudando essa questão de por quanto tempo armazenamos uma informação. Basicamente, o que ele diz é que a gente esquece as coisas se não temos contato novamente com o tema.

Veja no gráfico que a retenção de 70% de um conteúdo, passados cerca de 30 dias, cai para menos de 10% de espaço na nossa memória.

Então a situação está crítica, minha gente, a gente não presta atenção e depois não lembra. Logo, disponibilizar cursos cada vez mais curtos pode ser uma solução interessante justamente por esses dois motivos:

  • usamos o melhor da nossa atenção;
  • podemos reforçar a informação constantemente sem parar muito tempo para isso.

Volte no gráfico e veja que o percentual de retenção aumenta se fizermos revisões constantes.

 

Então tá, e afinal, quanto tempo dura um microlearning?

 

Ele deve ter duração entre 2 e 5 minutos.

Pode ser um pouco menos? Pode! Pode ser um pouco mais? Pode! Mas não muito!

A minutagem não deveria ser o seu norteador, os seus olhos devem estar em:

  • ser curto e objetivo o suficiente para que seja digerido de uma vez só (por isso chamava pílula);
  • ser orientado para a ação e a prática.

 

E quais formatos um microlearning pode ter?

 

Pode ser:

  • e-book;
  • podcast;
  • infográfico;
  • pdf animado;
  • e-learning de cerca de 5 telinhas;
  • vídeo (whiteboard, animação, simulação…).

O ideal é aquele que seja mais acessível ao aluno quando ele precisa. Se ele trabalha em ambientes barulhentos, evite os que utilizam áudio, por exemplo.

 

Benefícios do microlearning

Para os alunos

  • foco na aprendizagem;
  • informação e formação rápidas;
  • aplicação imediata do conhecimento;
  • melhora a retenção do conhecimento;
  • facilidade de acesso (mobile friendly).

ATENÇÃO AQUI: o ideal é que a sua plataforma tenha um app, assim a experiência do usuário fica mais interessante… mas se não tiver, tudo bem, é só explicar direitinho que o acesso será via browser; ou ainda, se não quiser ou não tiver um LMS, siga assim mesmo!

Para a empresa

  • alto impacto;
  • foco no resultado;
  • maior taxa de adesão;
  • mais fácil de atualizar;
  • desenvolvimento e disponibilização mais rápidos;
  • mobilidade (mobile friendly, o equipamento já está com o aluno);
  • valor do investimento e tempo de desenvolvimento menores se comparados a cursos tradicionais.

 

Quando o microlearning não é uma boa ideia…

 

Se o conteúdo do curso envolve a aprendizagem de um processo complexo, se há muitos conceitos envolvidos e inter-relacionados… então é melhor pensar em outra solução. Da mesma forma, se o caso é a construção de uma habilidade nova, evite o microlearning.

Mas, ainda assim, você pode usar essa estratégia como um apoio e reforço do aprendizado.

 

Para não errar, fique de olho!

 

  • Não aborde ideias complexas.
  • Não exagere no volume de informação.
  • Foque no objetivo de aprendizagem, não na duração do curso.

Fonte: um conteúdo descomplicado, cedido pela Soani do site Learn Space – aprendizagem para quem se importa.